Redação


Todos os temas propostos no ENEM até 2012. E os prováveis temas para esse ano. LINK

tema 15

Escreva uma carta para um amigo, descrevendo o cursinho Ação Direta.

-Seu texto deve conter até 30 linhas.

-Lembre-se da estrutura da carta.

-Data de entrega: 24/08/13

tema 14

Escreva um texto descrevendo o lugar em que você mora. Atente para:

- Escreva com um tipo de letra: ou de forma, ou de mão.

- Seu texto deve conter no máximo 30 linhas.

tema 13

Leia as notícias abaixo:
Notícia 1:

texto 1

*Fahrenheit 451: romance de ficção científica (Ray Bradbury, 1953), que cria um futuro no qual todos os livros são proibidos.

(Revista Exame Informática (Portugal), 07 set. 2009. Adaptado de <http://aeiou.exameinformatica.pt/escola-secundaria-nos-eua-vai-ter-biblioteca-digital=f1003327&gt;. Acesso em 21 set. 2010.)

Notícia 2:

texto 2

(Estadão.com. 26 mai 2010. <http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,lei-exige-que-escola-tenha-biblioteca,556959,0.htm&gt;. Acesso em 22 set. 2010.)

A polêmica decisão da escola americana foi comentada pelos jornais e revistas do mundo todo. Qual é seu ponto de vista sobre a decisão da Cushing Academy? Escreva um texto posicionando-se frente ao fato noticiado. Seu texto deve:

· apresentar sua opinião e os argumentos que a sustentam;
· relacionar o fato com a situação das escolas brasileiras, a partir da notícia publicada no Estadão.com;
· ter de 10 a 12 linhas.

tema 12

Faça um resumo, de até 10 linhas, do texto abaixo.

Compro, logo existo

Templo de culto à mercadoria, o modelo do shopping center, como o conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos na década de 1950. São espaços privados, objetivamente planejados para a supremacia da ação de comprar. O que se compra nesses centros, contudo, é muito mais do que mercadoria, serviços, alimentação e lazer. Compra-se distinção social, sensação de segurança e ilusão de felicidade e liberdade.
O shopping center é um centro de comércio que se completa com alimentação (normalmente do tipo fast food), serviços (bancos, cabeleireiros, correios, academias de ginástica, consultórios médicos, escolas) e lazer (jogos eletrônicos, cinema, Internet). Ali o consumidor de mercadorias se mistura com o consumidor de serviços e de diversão, sentindo-se protegido e moderno. Fugindo de aspectos negativos dos centros das cidades e da busca conjunta de soluções para eles, os shopping centers vendem a imagem de serem locais com uma melhor “qualidade de vida” por possuírem ruas cobertas, iluminadas, limpas e seguras: praças, fontes, boulevares recriados; cinemas e atrações prontas e relativamente fáceis de serem adquiridas – ao menos para os que podem pagar. É como se o “mundo de fora”, a vida real, não lhes dissesse respeito…
O que essa catedral das mercadorias pretende é criar um espaço urbano ideal, concentrando várias opções de consumo e consagrando-se como “ponto de encontro” para uma população seleta de seres “semiformados”, incompletos, que aceitam fenômenos historicamente construídos como se fizessem parte do curso da natureza. O imaginário que se impõe é o da plenitude da vida pelo consumo. Nesses espaços, podemos ocupar-nos apenas dos nossos desejos – aguçados com as inúmeras possibilidades disponíveis de aquisição. Prevalece a idéia do “compro, logo existo”.
Concluímos que esse mundo de sonhos que é o shopping center acaba reforçando nas pessoas uma visão individualista da vida, onde os valores propagados são todos relacionados às necessidades e aos desejos individuais – “eu quero, eu posso, eu compro”. Assim, colabora para uma deterioração do ser social e o retardamento do projeto de emancipação de seres mais conscientes, autônomos, prontos para a sociabilidade coletiva – que exige a capacidade da troca desinteressada, da tolerância, da relação verdadeiramente humana entre o eu e o outro, entre iguais e entre diferentes. Compreendemos que um ser social emancipado identifica as necessidades individuais com as da coletividade, sem colocá-las em campos opostos.
O shopping center híbrido representa hoje o principal lugar da “sociedade de consumo”, contribuindo para a sacralização do modo de vida consumista e alienado, um modo de vida em que há uma evidente predominância de símbolos como status, poder, distinção, jovialidade, virilidade etc. sobre a utilidade das mercadorias. O que se pode concluir é que o sucesso da fórmula atual do shopping center híbrido como lugar privilegiado para a realização da lógica consumista traz consigo o fracasso da plenitude do ser social, distanciando-o de qualquer projeto de emancipação e de humanização do ser humano. Como diz o poeta Carlos Drummond de Andrade [1902–1987] no poema Eu, etiqueta: “Já não me convém o título de homem./ Meu nome novo é coisa./ Eu sou a coisa, coisamente.”

(Adaptado de PADILHA, Valquíria. A sociologia vai ao shopping center. Ciência Hoje, mai. 2007, p. 30–35.)

tema 11

Enem 2012

 Proposta de Redação

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O MOVIMENTO IMIGRATÓRIO PARA O BRASIL NO SÉCULO XXI, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Ao desembarcar no Brasil, os imigrantes trouxeram muito mais anseio de refazer suas vidas trabalhando nas lavouras de café e no início da indústria paulista. Nos séculos XIX e XX, os representantes de mais de 70 nacionalidades e etnias chegaram com o sonho de “fazer a América” e acabaram por contribuir expressivamente para a história do país e para cultura brasileira.

Deles, o Brasil herdou sobrenomes, sotaques, costumes, comidas e vestimentas.

A história da migração humana não deve ser encarada como uma questão relacionada exclusivamente ao passado: há a necessidade tratar sobre deslocamentos mais recentes.

Disponível em: HTTP://museudaimigracao.org.br

enem-2012

Nos últimos três dias de 2011, uma leva de 500 haitianos entrou ilegalmente no Brasil pelo Acre, elevando para 1400 a quantidade de imigrantes daquele país no município de Brasileia (AC). Segundo o secretário-adjunto de Justiça e Direitos Humanos do Acre, José Henrique Corinto, os haitianos ocuparam a praça da cidade. A Defesa Civil do estado enviou galões de água potável e alimentos, mas ainda não providenciou abrigo.

A imigração ocorre porque o Haiti ainda não se recuperou dos estragos causados pelo terremoto de janeiro de 2010. O primeiro grande grupo de haitianos chegou a Brasileia no dia 14 de janeiro de 2011. Deste então, a entrada ilegal continua, mas eles não são expulsos: obtêm visto humanitário e conseguem tirar carteira de trabalho e CPF para morar e trabalhar no Brasil.

Segundo Corinto, ao contrário do que se imagina, não são haitianos miseráveis que buscas o Brasil para viver, mas pessoas da classe média do Haiti e profissionais qualificados, como engenheiros, professores, advogados, pedreiros, mestres de obras e carpinteiros.  Porém, a maioria chega sem dinheiro.

Os brasileiros sempre criticaram a forma como os países europeus tratavam imigrantes. Agora, chegou a nossa vez – afirma Corinto.

Disponível em : HTTP://www.dpf.gov.br

Trilha da Costura

Os imigrantes bolivianos, pelo último censo, são mais de 3 milhões, com população de aproximadamente 9,119 milhões de pessoas. A Bolívia em termos de IDH ocupa a posição de 114º de acordo com os parâmetros estabelecidos pela ONU. O país está no centro da  América do Sul e é o mais pobre, sendo 70% da população considerada miserável. Os principais países para onde os bolivianos imigrantes dirigem-se  são: Argentina, Brasil, Espanha e Estados Unidos.

Assim sendo, este é o quadro social em que se encontra a maioria da população Boliviana, estes dados já demonstraram que as motivações do fluxo de imigração não são políticas, mas econômicas. Como a maioria da população tem baixa qualificação, os trabalhos artesanais, culturais, de campo e de costura são os de mais fácil acesso.

OLIVEIRA, R.T. Disponível em: http://www.ipea.gov.br

INSTRUÇÕES:

  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  • A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  • A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

tema 10

Faça um resumo do texto abaixo em até 15 linhas.

Brasil empregaria como escravos de 50.00 a 100.000 bolivianos

Segundo deputado, “tem havido uma migração diária de 700 a 800 bolivianos que entram no Brasil, tendo como destino especialmente São Paulo”

notícia 2 comentários

LA PAZ, 08 Mar 2013 (AFP) – Milhares de bolivianos estariam trabalhando em condições de escravidão em fábricas têxteis no Brasil, principalmente em Rio de Janeiro e São Paulo, denunciou esta sexta-feira, 8, em La Paz o embaixador da Bolívia no Brasil que, junto com parlamentares brasileiros, pediu um acordo entre os dois países para solucionar esta grave situação.

“Pode haver entre 50.000 e 100.000 bolivianos nesta situação de escravidão”, disse à AFP o embaixador Jerjes Justiniano, durante uma reunião entre parlamentares dos dois países para analisar o problema.

Segundo o diplomata, esta informação foi obtida a partir dos registros utilizados pela delegação boliviana no Brasil, destacando que se trata de uma situação que os governos boliviano e brasileiro analisam cuidadosamente para implantar leis e políticas comuns.

“As condições (destes trabalhadores) são de escravidão. Até 18 horas por dia de trabalho, com condições sanitárias e de moradia que são absolutamente impróprias para pessoas do ponto de vista dos direitos humanos e trabalhistas”, afirmou o deputado federal Walter Feldman (PSDB/SP), em entrevista coletiva.

Em La Paz, Feldman explicou que o Brasil faz campanha para erradicar este tipo de escravidão no campo e nas fábricas.

O deputado informou que nos dois a três últimos anos, “tem havido uma migração diária de 700 a 800 bolivianos que entram no Brasil, tendo como destino especialmente São Paulo”, onde são empregados na indústria têxtil.

O embaixador boliviano também informou que há dados de que cada operário boliviano ganha “15 centavos de dólar (nr: cerca de R$ 0,28) por cada peça de vestuário que confecciona e que esta peça se vende em até 100 reais”, cerca de 52 dólares.

“Vemos que tem gente que está ficando milionária às custas de umas quantas pessoas”, acrescentou.

Justiniano destacou que uma breve investigação na Bolívia permitiu detectar na cidade de El Alto, vizinha a La Paz, “agências de emprego onde se recrutam os migrantes e é impressionante que a polícia (boliviana) não faça nada”.

Cinco parlamentares brasileiros que integram uma Comissão Parlamentar de Inquérito estão na Bolívia para ampliar suas indagações sobre o tráfico de pessoas com destino a fábricas têxteis em grandes cidades do Brasil.

Os legisladores se reuniram com colegas bolivianos, organizações sociais e empresários, denunciando que podem estar em funcionamento redes de tráfico de pessoas que captam mão de obra para enviar ao Brasil.

Texto publicado originalmente no portal “O Povo” na data de 08/03/2013 

tema 9

UFPR 2010 – Litoral

Faça um resumo do texto abaixo em até 10 linhas.

ADOÇÃO

Hoje é o Dia Nacional da Adoção, boa oportunidade para discutir, em ano de eleições gerais, que papel positivo o Congresso Nacional pode ter para o país e para os cidadãos. Creia, nem tudo são mensalões, cuecões e contas bilionárias no exterior.

O Estatuto da Adoção, sancionado em agosto de 2009, foi bastante discutido, até ser aprovado em plenário num piscar de olhos, por voto simbólico de lideranças. Cria regras e prazos em favor de um encontro que define destinos para sempre: o de pais que procuram filhos com o de filhos em busca de pais.

Num resumo rápido: o cadastro nacional passou a ser levado a sério; foi contemplada a possibilidade de a criança ficar na família biológica, ao ser adotada por avós e tios; o juiz passou a ter um prazo de 30 dias para cadastrar as crianças que chegam aos abrigos.

Além disso, a polêmica questão da adoção por estrangeiros foi regulamentada. Se havia juízes radicalmente contra pais do exterior, por preconceito ou ideologia, e juízes radicalmente a favor, por considerarem que “era melhor” para os adotados, agora eles têm que se guiar pelo mesmo estatuto, pelas mesmas regras.

A adoção já não pode ser por intermédio de qualquer advogado, de qualquer pessoa, mas sempre por uma agência reconhecida no país de origem e no de destino. A avaliação não é mais por preconceito a favor ou contra. Nem de uma única cabeça, uma única sentença.

A lei não é uma solução para tudo, muito menos para a estigmatização de crianças negras, mais velhas ou com algum tipo de deficiência, mas a soma de boas leis e cidadãos mais esclarecidos e mais humanos gera um país, uma sociedade e um futuro melhores.

É por essas e tantas outras que a educação e o voto consciente são fundamentais, uma verdadeira prioridade nacional. E eles andam juntos, passo a passo.

(Eliane Cantanhêde, Folha de São Paulo, 25/05/2010.)

tema 8

ENEM 2011

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Liberdade sem fio

A ONU acaba de declarar o acesso à rede um direito fundamental do ser humano – assim como saúde, moradia e educação. No mundo todo, pessoas começam a abrir seus sinais privados de wi-fi, organizações e governos se mobilizam para expandir a rede para espaços públicos e regiões onde ela ainda não chega, com acesso livre e gratuito.

ROSA, G.; SANTOS, P. Galileu. Nº 240, jul. 2011 (fragmento).

A internet tem ouvidos e memória

Uma pesquisa da consultoria Forrester Research revela que, nos Estados Unidos, a população já passoumais tempo conectada à internet do que em frente à televisão. Os hábitos estão mudando. No Brasil, as pessoas já gastam cerca de 20% de seu tempo on-line em redes sociais. A grande maioria dos internautas (72%, de acordo com o Ibope Mídia) pretende criar, acessar e manter o perfil em rede. “Faz parte da própria socialização do indivíduo do século XXI estar numa rede social. Não estar equivale a não ter uma identidade ou um número de telefone no passado”, acredita Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.Life, empresa de monitoração e análise de mídias.

As redes sociais são ótimas para disseminar ideias, tornar alguém popular e também arruinar reputações. Um dos maiores desafios do usuários de internet é saber ponderar o que se publica nela. Especialistas recomendam que não se deve publicar o que não se fala em público, pois a internet é um ambiente social e, ao contrário do que se pensa, a rede não acoberta anonimato, uma vez que mesmo quem se esconde atrás de um pseudônimo pode ser rastreado e identificado. Aquele que, por impulso, se exaltam e cometem gafes podem pagar caro.

Disponível em: http://www.terra.com.br. Acesso em: 30 jun. 2011 (adaptado).

tira

INSTRUÇÕES:

  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  • A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  • A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

tema 7

Proposta de Redação Dissertativa (retirada do site “Brasil Escola“) :

As discussões em torno da legitimidade da redução ou não da maioridade penal no Brasil sempre estão em voga. No entanto, nunca houve um consenso acerca da questão. Afinal, será que reduzir a maioridade penal irá reduzir os índices de violência praticada por “menores infratores”? Será que enviá-los para penitenciárias mais cedo irá mudar essa realidade? O que sabemos de fato é que presídios estão cada vez mais cheios e não conseguem mudar a realidade de infratores. Mas se algo não for feito para mudar esses índices cada vez mais alarmantes de violência praticada por crianças e adolescentes, a situação só irá piorar. Qual serão então as melhores soluções?

A proposta  é que você defenda um posicionamento claro e bem fundamentado acerca Redução ou não da Maioridade Penal no Brasil. Leve em consideração os textos apresentados na coletânea para nortear suas ideias, mobilize argumentos bem fundamentados que levem seu texto a ir além do senso comum e realizar uma crítica análise da problemática imposta.

Desenvolva um texto em PROSA EM ATÉ 30 LINHAS!

“A legislação brasileira sobre a maioridade penal entende que o menor deve receber tratamento diferenciado daquele aplicado ao adulto. Estabelece que o menor de 18 anos não possui desenvolvimento mental completo para compreender o caráter ilícito de seus atos. Adota o sistema biológico, em que é considerada somente a idade do jovem, independentemente de sua capacidade psíquica. Em países como Estados Unidos e Inglaterra não existe idade mínima para a aplicação de penas. Nesses países são levadas em conta a índole do criminoso, tenha a idade que tiver, e sua consciência a respeito da gravidade do ato que cometeu. Em Portugal e na Argentina, o jovem atinge a maioridade penal aos 16 anos. Na Alemanha, a idade-limite é 14 anos e na Índia, 7 anos.” [Leia na íntegra - Veja]

“Pesquisa do Instituto DataSenado publicada em outubro apontou que 89% dos 1.232 cidadãos entrevistados querem imputar crimes aos adolescentes que os cometerem. De acordo com a enquete, 35% fixaram 16 anos como idade mínima para que uma pessoa possa ter a mesma condenação de um adulto; 18% apontaram 14 anos e 16% responderam 12 anos. Houve ainda 20% que disseram “qualquer idade”, defendendo que qualquer pessoa, independente da sua idade, deve ser julgada e, se for o caso, condenada como um adulto. (…). - Manter em 18 anos o limite para a condição de imputabilidade é ignorar o desenvolvimento mental dos nossos jovens. A redução da maioridade, por si só, não resolveria os nossos graves problemas de segurança pública. Entretanto, seria uma boa contribuição, pois os jovens, em função da impunidade, sentem-se incentivados à prática do crime – disse Cassol, no Plenário, ao apresentar a proposta.” [Leia na íntegra - Brasil 247]

“O sensacionalismo seduz, mas não responde à lógica: o fato de os adultos já serem processados criminalmente não tem evitado que pratiquem crimes. Por que isso aconteceria com os adolescentes? A ideia de que a criminalidade está vinculada a uma espécie de “sensação da impunidade” jamais se demonstrou, tanto mais que a prática de crimes tem crescido junto com a encarcerização. A tese oculta uma importante variável: o fator altamente criminógeno do ambiente prisional, que é ainda maior quando se trata de jovens em crescimento.” [Leia na íntegra - Blog do Miro]

tema 6

Dicas:

  1. Pesquise os termos e palavras que você não tiver certeza na internet usando o GoogleWikipedia ou um dicionário, mas não use frases prontas encontradas nessas páginas. Use suas próprias palavras.
  2. Faça um rascunho e dê pelo menos meia hora de descanso entre fazer o rascunho e passar a limpo. Isso pode ajudar a perceber ideias desconexas ou incoerentes. Às vezes existe uma grande diferença entre o que você achou que escreveu e o que realmente foi escrito.
  3. O ideal é usar a sua folha de prova que você recebeu na última aula para já ir treinando para o vestibular a questão do espaço para escrever a prova.

Proposta de Resumo EM ATÉ 15 LINHAS ( Notícia retirada do site Brasil de Fato):

Crianças pobres já têm maioridade penal

Quanto mais se aprofundam os efeitos de um sistema capitalista devastador do homem e da natureza, mais avançam ideias e ações conservadoras

30/08/2011

Cristian Góes*


Na última semana, a rede Globo, em seus principais veículos de imprensa, fez sua parte no coro nacional de uma elite horrorizada com crianças e adolescentes pobres, em pequenos delitos na capital paulista. Uma equipe de tv colou em um grupo de crianças/meninas que agia na madrugada. Presas e jogadas de um canto para outro, elas reagiam, inclusive contra as gravações. O único objeto furtado de toda noite foi um celular de uma camareira de um hotel. Mas as cenas, repetidas várias e várias vezes em todos os telejornais nacionais, revelavam perigo, violência, horror e descontrole.

Era mais uma reportagem despretensiosa sobre a violência? Óbvio que não! No conteúdo da mensagem estava à defesa pura e cristalina da emissora, voz e porta-voz de uma classe dominante, da campanha pela redução da maioridade penal no país. Quanto mais se aprofundam os efeitos de um sistema capitalista devastador do homem e da natureza, mais avançam ideias e ações conservadoras na sociedade para proteger seu patrimônio contra as ameaças das classes perigosas. E aí vale tudo: prisão de flanelinhas, aplausos às execuções de suspeitos em troca de tiros com a polícia, castração química de suspeitos, criminalização dos trabalhadores que reclamam melhores condições de trabalho e salário, redução da maioridade penal, etc, etc.

No caso de crianças e adolescentes pobres, essa maioridade penal pretendida já existe na prática e faz tempo. Os que foram flagrados nas lentes da tv, geralmente são filhos de pais que estão ou já estiveram nas ruas. Aquelas crianças nasceram em condições desumanas, submetidas ao abandono e ao desprezo social. Nasceram e crescem em ambientes de ausência (família, escola, saúde, trabalho, habitação, lazer, etc), de violência, drogas e de sobrevivência selvagem. Crianças pobres e marginalizadas, condenadas a um clico embrutecido de vida. Condená-las ainda ao quê? Quais as penas ainda a serem impostas a elas? Encarcerá-las cada vez mais cedo é a solução? Claro que não!

Na outra ponta, a mesma sociedade hipócrita que cobra a redução da maioridade penal continua a produzir adolescentes ricos e perversos, que sem limites, não aceitam às diferenças e desenvolvem uma cultura de ódio de classe, de homofobia, de racismo. Queimam índios, matam mendigos, xingam negros, espancam quem os contrarie, usam seus possantes carros para as maiores barbaridades, tudo dentro da maior naturalidade. Abrigados por uma parentela influente nos poderes do Estado, gozam de impunidade e, para eles, a maioridade nunca os atingirá. Mais tarde, alguns chegaram a postos de comando na sociedade e devem continuar a produzir uma sociedade assim.

Voltando às vítima da redução da maioridade, na semana passada, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos divulgou estudo da Unicef informando que as crianças e adolescentes eram responsáveis somente por 10% dos homicídios praticados, mas ao mesmo tempo elas são vítimas de mais de 40% dos casos de homicídio. Segundo a Unicef também divulgou, a redução da maioridade penal não resultou em diminuição da violência entre crianças e adolescentes em 54 países pesquisados no ano de 2007 que, a exemplo dos Estados Unidos, adotaram a medida. Crianças saem muito piores do que entraram no sistema prisional. Resta provado por estatísticas, pelos fatos e pela história que a violência, inclusive a estatal, só produz mais violência.

Com a sociedade que se tem, não há necessidade de se encarcerar crianças e adolescentes pobres. Uma vida sem família, sem comida, sem casa, sem educação, sem saúde, sem lazer, sem perspectiva de dignidade vai produzir o quê? Como enfrentar essas ausências? Com prisões?

*Cristian Góes é jornalista em Aracaju/SE

tema 5

Leia o texto abaixo.

Morreu Amy Winehouse e os moralistas de serviço já começaram a aparecer. Como abutres que são. Não há artigo, reportagem ou mero obituário que não fale de Winehouse com condescendência e piedade. Alguns, com tom professoral, falam dos riscos do álcool e da droga e dão o salto lógico, ou ilógico, para certas políticas públicas.

Amy Winehouse é, consoante o gosto, um argumento a favor da criminalização das drogas; ou, então, um argumento a favor de uma legalização controlada, com o drogado a ser visto como doente e encaminhado para a clínica respectiva. O sermão é hipócrita e, além disso, abusivo.

Começa por ser hipócrita porque este tom de lamentação e responsabilidade não existia quando Amy Winehouse estava viva e, digamos, ativa. Pelo contrário: quanto mais decadente, melhor; quanto mais drogada, melhor; quanto mais alcoolizada, melhor. Não havia jornal ou televisão que, confrontado com as imagens conhecidas de Winehouse em versão zoombie, não derramasse admiração pela ‘rebeldia’ de Amy, disposta a viver até o limite.

Amy não era, como se lê agora, uma pobre alma afogada em drogas e bebida. Era alguém que criava as suas próprias regras, mostrando o dedo, ou coisa pior, para as decadentes instituições burguesas que a tentavam “civilizar”. E quando o pai da cantora veio a público implorar para que parassem de comprar os seus discos – raciocínio do homem: era o excesso de dinheiro que alimentava o excesso de vícios – toda a gente riu e o circo seguiu em frente. Os moralistas de hoje são os mesmos que riram do moralista de ontem.

Mas o tom é abusivo porque questiono, sinceramente, se deve a sociedade impor limites à autodestruição de um ser humano. A pergunta é velha e John Stuart Mill, um dos grandes filósofos liberais do século 19, respondeu a ela de forma inultrapassável: se não há dano para terceiros, o indivíduo deve ser soberano nas suas ações e na consequência das suas ações.

Bem dito. Mas não é preciso perder tempo com filosofias. Melhor ler as letras das canções de Amy Winehouse, onde está todo um programa: uma autodestruição consciente, que não tolera paternalismos de qualquer espécie.

O tema “Rehab”, aliás, pode ser musicalmente nulo (opinião pessoal) mas é de uma honestidade libertária que chega a ser tocante: reabilitação para o vício? Não, não e não, diz ela. Três vezes não.

Respeito a atitude. E, relembrando um velho livro de Theodore Dalrymple sobre a natureza da adição (Junk Medicine: Doctors, Lies and the Addiction Bureaucracy), começa a ser hora de olhar para o consumidor de drogas como um agente autônomo, que optou autonomamente pelo seu vício particular – e, em muitos casos, pela sua destruição particular.

(PEREIRA COUTINHO, João. “Sermão ao Cadáver”, http://www.folhaonline.com.br – acesso 25 jul 2011.)

A sociedade deve impor limites à autodestruição de um ser humano? Num texto de 10 a 12 linhas, discuta essa questão, ponderando a respeito da descriminalização das drogas. Seu texto deverá levar em consideração a argumentação de Coutinho.

tema 4

Faça um resumo de até 10 linhas do texto a seguir.

Algumas das principais cidades espanholas, a partir do último mês de março, passaram a abrigar um experimento político e cultural que tem atraído interesse crescente de cientistas e filósofos políticos. Trata-se da ocupação permanente, por parte de multidões de jovens, de praças públicas, como a Plaza Del Sol (em Madri) e a Plaza de Catalunya (em Barcelona). Milhares de jovens passam a viver nas praças, organizam cozinhas coletivas, promovem seminários e grupos de discussão. Dançam, cantam e, certamente, namoram.

Duas ou três visitas à Plaza de Catalunya, como as que fiz em fins de maio, são suficientes para recolher as várias palavras de ordem ali audíveis, em meio à polifonia das urgências e ao ruído do incessante bater de panelas, latas ou coisa similar. Uma palavra de ordem, no entanto, parecia unificar o coro por vezes dissonante de reivindicações díspares: “por uma vida mais digna”.

Difícil associá-la a qualquer causa já conhecida. Não há vínculos partidários explícitos e, se calhar, implícitos. De algum modo, um sentimento de desterro em sua própria pátria releva dos semblantes juvenis. Será a dignidade de esquerda ou de direita? Ou seriam todos extremistas de centro?

Há quem explique a coisa pela gravidade da crise que atravessa o país. Com efeito, na Espanha, 43% dos jovens não conseguem entrar no assim chamado ‘mercado de trabalho’. O país, por certo, sempre conviveu com taxas mais elevadas de desemprego do que a média da União Europeia, fato compensado pelas políticas de proteção social, cujo lastro foi o crescimento econômico do país, décadas atrás. [...]

No entanto, não se trata apenas de risco de não emprego. Mais que isso, sinais eloquentes de descrença na política, na capacidade dos governos e nos mecanismos de representação aparecem por todo lado. O movimento de ocupação foi afetado pelas eleições municipais espanholas, ocorridas em 15 de março passado, nas quais se observaram imenso avanço da oposição conservadora ao governo socialista de José Luis Zapatero e um forte alheamento ao processo eleitoral, visível pelas altas taxas de abstenção. O mesmo componente repetiu-se, quase três meses mais tarde, em Portugal. Lá, os socialistas foram derrotados pela oposição conservadora, graças, em grande medida, à indiferença de eleitores – mais de metade do país –, que não percebiam qualquer diferença entre as propostas em disputa.

Muito se tem escrito, em vários países, a respeito da crise de representação política. Por toda parte, parlamentos e partidos parecem ter vida própria e se distinguem da massa dos eleitores, visitados e revisitados por ocasião das temporadas de captura de sufrágio, também conhecidas como ‘eleições’. [...] Um interesse a ser abrigado e lapidado pela ação de partidos políticos, cuja atribuição, além da disputa eleitoral pelo poder, deveria ser da organização de correntes de opinião, da educação política e da difusão da informação. Um cenário que muitos julgam já desfeito. Outros, ainda mais descrentes, duvidam mesmo de sua existência em qualquer tempo.

De qualquer modo, os jovens da Catalunha formularam, sob forma de queixa, seu próprio diagnóstico. Entre as muitas palavras de ordem, e além da exigência de vida digna, destacava- se essa pérola: “Basta de realidade, deem-nos promessas”.

(LESSA, Renato. “Promessas, não realidades”. CIÊNCIAHOJE, vol. 48, p. 88.)

tema 3

Existe vida sem Facebook?
A resposta é sim. Mesmo com o Brasil sendo o 3º país com mais usuários, há quem não faz questão do
perfil na rede

Há três meses, Elizangela Cristina da Silva, 24 anos, fez o impensável – pelo menos para muitos jovens de sua idade: deletou a conta do Facebook. Recém-saída de um relacionamento, ela conta que o ex-namorado não parava de acompanhar sua vida, mesmo com o fim do namoro. A situação acabou ficando tão chata, que ela resolveu radicalizar. Entrou para o time dos “sem Facebook” e parou, também, de ficar de olho na vida alheia.

Eles não são maioria – longe disso. Só no Brasil, de acordo com números divulgados pela própria rede social no fim do ano passado, são 37 milhões de usuários ativos. Dado que coloca o país como o terceiro lugar no mundo em quantidade de usuários. Destes, a maioria (33%) tem entre 18 e 24 anos. Em números absolutos, são 12,2 milhões de jovens brasileiros conectados diariamente no “Face”. É quase sete vezes a população de Curitiba curtindo e compartilhando adoidado. Mas, ainda assim, os que não têm perfil na rede social mais popular do Brasil resistem.

Mariana Ester Costa, de 22 anos, nunca teve uma rede social. “Não tenho nada contra, mas acho que toma um tempo desnecessário. A pessoa acaba deixando de fazer coisas necessárias e cria uma dependência”, diz a jovem. Desacostumada com as expressões mais populares da rede, ela conta que nunca se sentiu “excluída” por estar fora do Facebook, mas já passou por situações curiosas. “Eu não sei o que significam alguns termos que usam. Por exemplo, quando disseram para mim “alguém curtiu minha foto”, não entendi”, afirma a jovem, que leva numa boa. “Acho engraçado ouvir esses termos e as pessoas também acham engraçado eu não saber o que significa”.

Outra que também nunca teve um perfil no Facebook é Rafaela Sindersky, de 18 anos. Na época do Orkut, ela até se cadastrou na rede social, mas não curtiu. Por isso, nem se incomodou em “migrar” para o domínio de Mark Zukerberg. “Não que eu não goste, só não me interesso. Dá muito trabalho ficar mantendo e eu geralmente me desinteresso rápido”, explica a jovem.

Elizangela, aquela que deletou o perfil por conta do ex-namorado, revela que até sente falta, mas agora acredita que ocupa muito melhor o seu tempo. “Hoje em dia tenho um namorado que também não tem Facebook. O tempo que eu ficava conectada, agora eu passo fazendo outras atividades”, diz. “Acham que eu sou um E.T.”

É assim que as pessoas normalmente reagem quando Elizangela conta que não tem Facebook. Com as outras entrevistadas pelo Gaz+ acontece o mesmo. “Quando eu falo, as pessoas ficam chocadas. É até engraçado”, diz Mariana. Rafaela admite que, por não estar conectada na rede social, acaba deixando passar muita informação, mas não se incomoda. “Algumas coisas eu fico sabendo só mais tarde”, afirma.

Já Elizangela conta que, algumas vezes, até perdeu eventos por conta da ausência no Facebook. “Tem gente que fica brava e me pergunta por que não fui à festa que marcaram lá, até eu explicar que não tenho perfil”, conta. Para a jovem, o maior problema é a ideia coletiva de que todos, sem exceção, estão presentes na rede social – e por isso não existe a necessidade de ir atrás daquelas que, por algum motivo, não curtem o “Face”: “As pessoas acham que todo mundo da Terra tem Facebook, mas não é bem assim”.

(Furtado, Marcelo. 07 mai 2013. <http://www.gazetadopovo.com.br/gaz/mundobit/na-rede/existe-vida-sem-facebook/ > acesso em 05 abril 2013)tirinha tema 3

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Data de entrega: 30/03/2013

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O episódio relatado a seguir ocorreu em Tubarão (SC).

A adolescente J. S. S. foi impedida de entrar em um baile de gala realizado no Clube S. J., sob a alegação de que não estava devidamente trajada. Após uma discussão entre sua mãe e a portaria do clube, a moça pôde ingressar e participar do evento. Dias depois, J. S. S. e sua mãe entraram com uma ação na justiça contra o clube, solicitando reparação de danos morais.

Leia abaixo trechos da sentença do Juiz de Direito L. R. A., emitida em 11 jul. 2002.[...]

No Brasil, morre por subnutrição uma criança a cada dois minutos, mais ou menos. A população de nosso planeta jáultrapassou seis bilhões de pessoas e um terço deste contingente passa fome, diariamente. A miséria se alastra, os problemas sociais são gigantescos e causam a criminalidade e a violência generalizada. Vivemos em um mundo de exclusão, no qual a brutalidade supera com larga margem os valores humanos. O Poder Judiciário é incapaz de proporcionar um mínimo de Justiça Social e de paz à sociedade. E agora tenho de julgar um conflito surgido em decorrência de um vestido. Que valor humano importante é este, capaz de gerar uma demanda jurídica? [...] Um primeiro problema que surge é saber enquadrar o conceito de traje de gala a rigor, vestido longo, aos casos concretos, ou seja, aos vestidos utilizados pelas participantes do evento. Nesta demanda, a pessoa responsável pelo ingresso no baile entendeu, em nome do requerido [o clube], que o vestido da autora não se enquadrava no conceito. Já a autora e sua mãe entendem que sim. Como determinar quem tem razão? Nomear um estilista ou um colunista social para, cientificamente, verificar se o vestido portado pela autora era ou não de gala a rigor? Ridículo seria isto. Sob meu ponto de vista, quem consente com a futilidade a ela está submetida. Ora, no momento em que uma pessoa aceita participar destes tipos de bailes, aliás, nos quais as indumentárias, muitas vezes, se confundem com fantasias carnavalescas, não pode, após, insurgir-se contra as regras sociais deles emanadas. Se frívolo é o ambiente, frívolos são todos os seus atos. Na presente lide, nada ficou provado em relação ao requerido, salvo o fato de que a autora foi impedida, inicialmente, de entrar no baile, sendo, posteriormente, frente às atitudes de sua mãe, autorizada a entrar. Não há prova nos autos de grosserias, ou melhor, já que se fala de alta sociedade, falta de urbanidade, impolidez ou indelicadeza por parte dos funcionários do requerido. Apenas entenderam que o traje da autora não se enquadrava no conceito de gala a rigor e, por conseguinte, segundo as regras do baile, sua entrada não foi permitida. Isto, sob meu julgamento, não gera danos morais, pois não se trata de ato ilícito. Para quem tem preocupações sociais, pode até ser um absurdo o ocorrido, mas absurdo também não seria participar de um evento previamente organizado com regras tão estultas? [...] Para finalizar, após analisar as fotografias juntadas aos autos [...] não posso deixar de registrar uma certa indignação de ver uma jovem tão bonita ser submetida, pela sociedade como um todo, incluindo-se sua família e o próprio requerido, a fatos tão frívolos, de uma vulgaridade social sem tamanho. Esta adolescente poderia estar sendo encaminhada nos caminhos da cultura, da literatura, das artes, da boa música. Poderia estar sendo incentivada a lutar por espaços de lazer, de saber e de conhecimento. Mas não. Ao que parece, seus valores estão sendo construídos pela inutilidade de conceitos e práticas de exclusão. Cada cidadão e cidadã é livre para escolher seu próprio caminho. Mas quem trilha as veredas das galas de rigor e das altas sociedades, data venia, que aceite seus tempos e contratempos, e deixe o Poder Judiciário cuidar dos conflitos realmente importantes para a comunidade em geral. [...] 

Nessa sentença, o juiz extrapola a questão que estava em julgamento (se a adolescente sofreu danos morais ao ser impedida de entrar no baile). Em um texto de 8 a 10 linhas, exponha sua opinião sobre a conduta do juiz. O texto deve apresentar:

• O fato que deu origem à ação judicial;
• O julgamento do juiz sobre a demanda específica (existência ou não de dano moral);
• Os aspectos em que o juiz teria extrapolado sua função;
• Uma avaliação dos argumentos do juiz.

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